Quarta-feira, Abril 17
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SOLENIDADE DA EPIFANIA DO SENHOR

Dom Carmo João Rhoden 
Bispo Emérito de Taubaté (SP) 

 

Solenidade da Epifania do Senhor: 08/01/2023 ( Mt 2, 1-12) 

Texto inspirador: “Onde está o Rei dos judeus que acaba de nascer? Vimos sua estrela no Oriente e viemos adorá-Lo. Quando, ouviu isso, o rei Herodes ficou atordoado e, com ele, toda Jerusalém.” (Mt 2,2) 

 Viver cristãmente, significa manter-se lúcido, consciente e bem relacionado com todos: consigo, com os outros e principalmente com Deus, o Criador. Por isso, é necessário sair de si (do seu egoísmo) e ir ao encontro. Buscar. Os magos o fizeram. Juntos (eram 3) se puseram a caminho, procurando Aquele que a estrela indicara. Acharam-no e adorando-o, lhe ofereceram seus presentes. Mostraram, que é preciso buscar juntos. Sem desanimar. Para consegui-lo, é preciso conhecer-se, amar-se e ser livre. Repito: é necessário ir ao encontro do outro. Do Outro: Deus. Quem não O encontrou na vida, lhe falta, certamente, a bússola da fé. Não sabe de onde veio, talvez nem o que faz e desconhece seu fim. Está perdido no tempo e no espaço. Será alguém angustiado: infeliz ou até revoltado. Não o constatamos todos os dias? 

 É preciso, por isso, buscar. Encontra-se com Outro: Deus. Conhece-lo. Como? Lendo as Escrituras, aprofundando o sentido das coisas e respeitando o próximo, inclusive servindo-o. A Deus, porém, servi-lo, significa adorá-Lo, obedecer-lhe, oferecendo-lhe nossos presentes. Outrora, foram: ouro, incenso e mirra. Hoje, são outros os presentes: amor, adoração, respeito à natureza e promoção, principalmente dos mais necessitados (justiça social). Aliás, isso significa imitar Jesus Cristo na construção do Reino de Deus. 

 A caminhada, nesse mundo, nunca será fácil, pois, se intrometem sempre, principalmente hoje, novos Herodes: falsos e sanguinários. Acompanhados, ainda de Pilatos medrosos, gananciosos e amantes do poder, bem como, dos eviternos fariseus que fingindo adorar a Deus, apenas são falsos e sem caráter. Na pós-modernidade, surgem ainda novos Anás e Caifás: usam de muito incenso (fumaça), criando não poucas vezes, novas religiões, comprometendo o verdadeiro culto, contudo, não conseguindo abandonar, o sentido religioso da vida, acabam criando novas denominações religiosas, apelando até ao ridículo. Não o estamos constatando, diariamente? 

 Nós, hoje, não precisamos ir à Belém como os magos de outrora, mas voltando-nos para nossa interioridade ajudar a construir, neste ano de 2023, um mundo melhor, de mais paz, amor, justiça e respeito. Estaremos, assim, prestando o verdadeiro culto a Deus, sempre esperado de nós. Continuaremos então, lutando para obtenção de nossa felicidade e salvação. Hoje, nossos presentes serão: amor e comunhão, bem como verdadeira vivência da justiça na sociedade. 

 Um feliz e abençoado ano de 2023. Façamos, como o grande Papa, Bento XVI, que afirmou: “não me preparo para o fim, mas para o encontro.” Com quem? A Trindade. Que belo encontro, Bento XVI. Imitemo-lo.  

Fonte: CNBB Nacional

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